Artigo 1º - Mesa
1. Não existindo os tamanhos oficiais da mesa o ideal é que a largura seja equivalente a 50% do comprimento.
2. No centro ao longo do comprimento da mesa e identificada como longitudinal uma linha imaginária divide o campo de jogo em direito e esquerdo no sentido de saída de partida e linhas imaginárias entre as tabelas laterais em ângulo reto com a longitudinal são identificadas como transversais.
3. Uma linha imaginária transversal à longitudinal e coincidente com o centro da mesa em seu comprimento divide o campo de jogo em superior no lado usado para saídas das partidas e inferior no lado oposto.
4. As tabelas delimitadoras no comprimento do campo de jogo são identificadas como inferior e superior junto aos respectivos campos.
5. A partir do canto direito do campo de jogo superior no sentido anti-horário as caçapas são identificadas por numeração crescente, de 1 a 6.
6. As tabelas laterais são identificadas como direita e esquerda segundo o campo adjacente e são identificadas como inferior e superior as tabelas adjacentes que delimitam o comprimento dos respectivos campos de jogos.
7. Exatamente no centro do campo de jogo inferior um ponto é assinalado e identificado como marca inferior orientando a posição do conjunto de bolas para início de partidas.
8. No exato centro do campo de jogo superior outro ponto é identificado como marca superior ou da bola branca.

Artigo 2º - Bolas
1. Para o jogo são usadas uma bola branca identificada por “tacadeira”, e 15 (quinze) bolas coloridas, sendo uma identificada como “de jogo” e as demais separadas em dois grupos:
a. a bola numerada como 8 (oito) é considerada a bola “de jogo.
b. um conjunto com números de 1 a 7 sobre cores lisas é identificado como grupo das bolas lisas.
c. outro conjunto, com números de 9 a 15 sobre cores listradas é identificado como grupo das bolas listradas.
d. a separação se dá em “grupo das bolas lisas” e “grupo das bolas listradas” organizando melhor os conjuntos e possibilitando fácil, rápida e eficiente identificação.

Artigo 3º - Saídas
1. Para a saída da partida as 15 (quinze) bolas numeradas são agrupadas aleatoriamente em formato triangular, tendo no centro a bola 8 e nos dois cantos inferiores uma bola de cada grupo. A bola do vértice, poderá ser qualquer uma e terá seu centro posicionado sobre a marca inferior.
2. A branca é colocada na marca superior e a jogada de saída pode visar qualquer bola sem precisar avisar a bola.
3. A saída da primeira partida de jogo é decidida por sorteio e quem ganha escolhe quem joga podendo passar a vez ao adversário que não terá o direito à recusa. Nas partidas seguintes começa o vencedor da anterior que pode passar a vez ao adversário também sem direito à recusa.
4. A bola encaçapada na saída identifica o grupo do jogador ativo ficando o outro grupo para o adversário.
5. Se duas ou mais bolas de diferentes grupos são encaçapadas na saída, o jogador da tacada deve escolher qual será o seu grupo de bolas declarando sua opção antes da tacada seguinte, nenhuma das bolas retorna ao jogo e o adversário fica com o grupo que sobrou.
6. Não converter bola na tacada de saída faculta ao oponente escolher o grupo de seu domínio declarando a opção antes da tacada seguinte que será feita a partir das posições atuais.
7. Retorna ao jogo em sua marca a tacadeira encaçapada ou lançada fora do campo de jogo na jogada de saída mesmo que simultaneamente encaçapando outra(s) bola(s). Neste caso a ação é transferida ao adversário que joga com as bolas nas posições atuais antes escolhendo e identificando o grupo de bolas, voltam ao jogo as bolas do grupo imposto ao penalizado eventualmente encaçapadas.

Artigo 4º - Ação em jogo
1. Por meio técnico na saída de partida os dois grupos de bolas são determinados para domínio individual dos jogadores.
2. A bola de jogo 8 só pode ser visada diretamente após convertidas todas as bolas do grupo de cada jogador.
3. Tirando a tacada de saída cada jogador visa obrigatoriamente bola de seu grupo.
4. Não existindo evidência é obrigatória a identificação da bola visada por meio de cantada prévia.
5. Sem falta na ação, a conversão da bola visada é válida em qualquer caçapa.
6. Não é necessário cantar o desvio na direção da tacadeira por uso de tabela para depois atingir bola visada de seu grupo de domínio.
7. Só é evidente a jogada que visa bola claramente direcionada não existindo outras próximas do mesmo alinhamento que possam ser visadas.
8. Não havendo cantada e em dúvida sobre evidência, o jogador em ação pode ser questionado sobre sua intenção.
9. É válida a jogada que encaçapa:
a. bola do próprio grupo mesmo quando entre a visada e a convertida ocorre transferência de movimento por bola do próprio grupo ou do oponente.
b. mais de uma bola do próprio grupo.
10. Encaçapar bola mantém o jogador com direito a continuar jogando.
11. Perde o direito da ação transferindo-a ao adversário, o jogador que:
a. não encaçapa bola.
b. encaçapa bola não evidente ou não cantada como visada se assim exigido.
c. encaçapa bola do grupo do oponente.
d. comete qualquer falta.
12. Vence a partida quem primeiro encaçapa a bola 8 de jogo após ter convertido todas as bolas do seu grupo.
13. Vence o jogo quem primeiro completa o número predeterminado de vitórias em partidas.

Artigo 5º - Retorno e posição de bolas
1. A bola branca, tacadeira, retorna em sua marca quando convertida durante a partida, lançada fora da mesa ou retirada do jogo irregularmente. 
2. Quando a marca superior estiver total ou parcialmente ocupada, impedindo a colocação da bola, a tacadeira retorna ao jogo sobre a linha longitudinal, entre a sua marca e a tabela superior. 
3. Exceto a tacadeira, bolas convertidas ou retiradas irregularmente do jogo permanecem fora quando do grupo do oponente e voltam ao jogo quando do grupo do penalizado. 
4. A bola que ao jogo retorna é colocada colada: 
a. no ponto central da tabela junto à caçapa usada, na direita de quem as retira, ou o mais próximo possível dele sem tocar outras bolas e preferivelmente em direção da caçapa usada. 
b. quando impossibilitada por obstrução de outras bolas retorna na tabela à esquerda.
c. se impedida a colocação nas opções anteriores, a bola retorna junto à primeira tabela livre da direita de quem as retira.
d. quando mais de uma bola retornam ao jogo são colocadas em iguais posições e unidas entre si. 
5. Bola convertida que retorna ao campo de jogo por impulsão da jogada é considerada como não encaçapada. 
6. Permanecem nas novas posições as bolas movimentadas por falta técnica. 
7. Bolas movimentadas por árbitro ou terceiros por falta técnica disciplinar ou por vibrações involuntárias na mesa quando solicitado pelo beneficiado com a ação são repostas nas posições originais, o mais fielmente possível e o jogo prossegue normalmente.

Artigo 6º - Faltas
1. É falta técnica, qualquer falta que contraria as normas, sem prejudicar os jogadores. 
2. É falta disciplinar, a falta premeditada e a desatenção intencional e/ou irresponsável às regras e normas quando não originem agravantes severos. 
3. É falta disciplinar grave, o desrespeito ostensivo e/ou agressão física e/ou verbal a pessoas, oponentes, autoridades, entidades ou bens. 
4. Quando sem dolo são faltas técnicas: 
a. converter bola do grupo do oponente. 
b. converter a tacadeira (“suicídio”).
c. conduzir a tacadeira ("carretão").
d. dar mais de um toque na tacadeira ("bitoque"). 
e. acidentalmente lançar bola para fora do campo de jogo. 
f. acidentalmente provocar "salto" de bola quando não tocando primeiramente na bola visada.
g. jogar com qualquer parte do taco que não a sua ponteira. 
h. jogar em bola do grupo oponente.
i. tocar indevidamente em qualquer bola.
j. jogar sem ter contato com o piso. 
k. jogar com bola em movimento ou sendo reposta em jogo.
l. jogar com a tacadeira fora da sua marca ou posição correta na saída ou quando retorna ao jogo. 
m. usar na tacada outra bola que não a tacadeira. 
n. fazer ou usar marcas estranhas na mesa ou campo de jogo.
o. usar objetos e/ou bolas para medidas ou cálculos na mesa ou campo de jogo.  
p. deixar giz e outros materiais na mesa de jogo após encerrada a ação. 
q. praticar qualquer contrariedade às regras e normas sem dolo. 
5. Não há falta quando bola colada à tacadeira se movimenta involuntariamente por defeito da mesa ou pano. 

Artigo 7º - Penas
1. Na ocorrência de qualquer falta, à sua escolha o oponente favorecido retira do jogo uma bola do seu grupo de domínio e, adicionalmente: a. o beneficiado joga normalmente; ou b. o favorecido passa a tacada ao adversário, sem direito de recusa.
2. Quando sem dolo, encaçapar bola do adversário é enquadrado como falta, porém, não é retirada de jogo uma bola do beneficiado. 
3. A falta gerada por erro na bola visada, com ausência de toque em outras bolas, permite ao beneficiado a opção de jogar com a tacadeira na posição resultante ou deslocando-a para sua marca. 
4. As faltas por “bitoque”, “condução” e/ou disciplinar determinam que duas bolas do beneficiado sejam retiradas do jogo, à sua escolha.

Artigo 8º - Final de partida 
1. A partida termina quando: 
a. após converter todas as bolas de seu grupo de domínio, o jogador encaçapa licitamente a bola 8, visando-a diretamente.
b. a qualquer momento é convertida a bola 8 por transferência de movimento originada por outra bola visada licitamente pelo jogador em ação podendo existir interferência de bolas do grupo do oponente. 
c. a bola 8 é convertida com falta ou lançada para fora da mesa, impondo a derrota ao penalizado.
d. a bola 8 é convertida sem faltas na tacada de saída, com vitória do jogador em ação. 
e. um dos jogadores reconhece a derrota na partida.

Fonte: Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca

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